sábado, 2 de junho de 2012

Amor à primeira vista

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Série Crenças acerca do amor
Post 1

E ai meus queridos irmãos, tudo bem com vocês? Sei que estamos longe uns dos outros, mas tenho o prazer de chamá-los de irmãos por causa da união que existe entre nós através do sangue de Jesus. Enfim, resumindo... Espero que todos estejam bem. 
Quando pensei sobre o assunto do título a seguinte pergunta veio martelar em minha mente: Será que tal coisa existe?
Eu sei que todos querem que eu responda imediatamente se “sim, ela existe” ou se “não, ela não existe”, mas no momento não irei responder essa pergunta. Na verdade, vou deixar que o texto a responda. Por hora vou me restringir a te perguntar: Você já pensou sobre esse assunto?
Se a resposta é sim, eu te convido a ler um texto bastante esclarecedor, que separei de um livro de um autor cristão.
Leia com bastante atenção e procure entender neste texto a diferença entre o Amor, a Paixão, a Atração e outros sentimentos que permeiam os nossos corações.

“Apesar de algumas pessoas discordarem de mim, o amor à primeira vista é uma impossibilidade física e emocional. Por quê? Porque o amor não é simplesmente um sentimento de excitação romântica; vai além de intensa atração sexual. Ele excede a alegria de se ter “capturado” um prêmio social altamente cobiçado. 

Essas são emoções que são desencadeadas à primeira vista, mas elas não constituem o amor. Eu desejaria que o mundo inteiro soubesse disso. Esses sentimentos temporários diferem do amor pelo fato de estarem centrados naquele que os experimenta ou sente. O que é que está acontecendo comigo? Esta é a coisa mais fantástica que jamais experimentei! Acho que estou amando!

Como se vê, estas emoções são egoístas, no sentido de que são motivadas pela nossa própria gratificação. Elas têm pouco a ver com o novo ser amado. Tal pessoa não caiu de amores por uma outra pessoa; ela caiu de amores pelo amor! E há uma enorme diferença entre as duas coisas.

As canções populares no mundo da música jovem revelam ignorância sobre o significado do amor. Um sucesso inesquecível assegura: “Antes que a dança terminasse, eu sabia que estava te amando.” Fico pensando se o cantor estará tão confiante amanhã de manhã. Um outro confessa: “Não sabia exatamente o que fazer, assim eu sussurrei ‘Eu te amo!”” Esta realmente é demais. A ideia de basear um compromisso por toda uma vida numa simples confusão de sentimentos parece um tanto frágil, no mínimo.

O conjunto The Partrigde Family (Família Dó-Ré-Mi) gravou uma canção que também revela uma falta de entendimento do amor real. Ela diz: “Acordei hoje amando, porque fui dormir com você em minha mente.” Como se vê, amor neste caso não é mais do que um estado da mente – e é tão durável quanto isso. Por fim, o grupo de rock The Doors, da década de 60, talvez merecesse o prêmio de título e letra de música mais bobos que se conhece: “Alô, eu amo você, não quer me dizer o seu nome?”

Sabia que a ideia de casamento baseado no afeto romântico é um desenvolvimento muito recente nas relações humanas? Antes do ano 1200, os casamentos eram acertados pelas famílias do noivo e da noiva, e nunca ocorreu a alguém que eles deveriam “cair de amor”. Na realidade, o conceito de amor romântico foi popularizado por William Shakespeare. Há momentos em que gostaria que o velho poeta estivesse aqui para nos ajudar a desfazer toda essa confusão que ele mesmo começou.

Amor verdadeiro, em contraste com as noções populares, é uma extensão da mais profunda apreciação por um outro ser humano; é uma intensa consciência das necessidades e desejos dele ou dela no passado, presente e futuro. É desprendido, generoso e cuidadoso. E creiam-me que estas não são atitudes em que alguém venha a “cair” à primeira vista, como se estivesse escorregando dentro de uma vala.

Desenvolvi um amor de vida inteira pela minha esposa, mas não foi algo em que eu tivesse “caído”. Esse amor amadureceu em mim – e o processo levou tempo. Eu tinha que conhecer minha esposa antes que pudesse apreciar a profundidade e estabilidade de seu caráter e de me tornar familiarizado com as nuances de sua personalidade que agora admiro. A familiaridade da qual floresceu o amor não poderia ser gerada simplesmente “num crepúsculo encantado... em meio as um salão superlotado”, como diria qualquer canção. Não se pode amar um objeto desconhecido, por mais que seja atraente, sexy ou nobre!”


James Dobson
(Livro: Emoções, Pode-se confiar nelas?)

Como vocês viram, no início do post está escrito “Série Crenças acerca do amor”, isso quer dizer que haverá outros posts de conteúdo semelhante.

Fiquem na paz,

Samuel Yohei.


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